segunda-feira, 7 de junho de 2010

Eu?Ropa! - Parte XLI - Dresden

Dresden é legal.
Tão legal, que nem parece Alemanha...
Aliás, o único defeito de Dresden é exatamente o fato de ser uma cidade alemã.

Uma pena.
Fosse em outro lugar, mereceria uma visita mais demorada.

Eu?Ropa! - Parte XL - Um minuto de silêncio

Há algum tempo, li algo que me fez refletir: grandes descobertas são sempre precedidas de grandes expectativas.
A frase exata eu não garanto, mas o pensamento - descartada a hipótese de uma grande sacanagem do tradutor do livro -, tenho certeza que é de Nietzsche.

E ele me serve como uma luva, agora.
Não só por ser alemão, mas também por oferecer um prognóstico tenebroso sobre o futuro daquele país.

Hitler ascendeu ao poder pela força, mas só se manteve lá porque encontrou respaldo na mentalidade (rasa e xenófoba) de um povo.

É inegável que foi também pela força que caiu.
Mas é com pesar que se vê que a cabeça dos alemães não mudou tanto quanto deveria.

Preconceito por lá é coisa do dia a dia.
Mais do que não ser coibido, é aceito e estimulado.

Portanto, a questão, pra mim, não é "se" vai acontecer de novo, e sim "quando".

Nem vinte Jesse Owens nem cem guerras vão conseguir mostrar aos arianos que eles não são superiores.

É para se ter medo. Muito medo!

domingo, 6 de junho de 2010

Eu?Ropa! - Parte XXXIX - A sorte não sorri para todos

Pô! Era uma quinta-feira, e estávamos em Berlim.

Pelo menos uma cervejinha tínhamos que tomar (ou, como diria um amigo meu, "ficar de booooa, tomando uma cervejiiiinha, olhando as gatiiiiiinhas")...
Podia até ser quente (blergh!), do jeito que eles gostam.

Seguimos as indicações mais indicadas (com o perdão pela redundância), e atravessamos a cidade.
Ao que parecia, haveria um pub bem movimentado no Zoologischer Garten.

Depois de pegar dois trens e andar uns bons quarteirões na noite fria, a surpresa foi desagradável: meia dúzia de senhores de meia idade, de pileque, dançando num ambiente decorado "a la" bordel de quinta categoria.

Nova tentativa, então: Hackescher Markt.
Dessa vez, nada. Digo, meia dúzia de prostitutas de meia idade, na rua, vestidas "a la" quinta categoria.

Não havia mais o que fazer.
O melhor mesmo era pegar o trem e usar o bar do hotel.

Mas, como desgraça pouca é bobagem, descobrimos que o último trem já tinha passado; há uns trinta segundos, mais ou menos.

Ah!, que delícia...

Pagamos para acabar ouvindo o taxista dizer, na maior naturalidade, que o único lugar movimentado em Berlim na quinta à noite ficava exatamente na frente do hotel.
Para ser mais exato, dava até pra ver da nossa janela.

Não era o nosso dia.

Eu?Ropa! - Parte XXXVIII - Noite de gala

Abraçou a Britney Spears, dançou com a Jennifer Lopez, chocou os passantes ao dar um tapa na bunda da Beyonce.
Esse Madame Tussaud é mesmo supimpa!

Eu?Ropa! - Parte XXXVII - Pelas ruas que andei, procurei

Chegaram na estação central de Berlim e, incorporando o espírito mochileiro, colocaram seus pertences nas costas e foram procurar o seu pouso para as noites que estavam por vir.

Feitosa, como sempre acontecia em caminhadas de mais de 67 centímetros e meio, reclamava por não terem pegado (antes que me venham com "pégos" e "pêgos", aviso logo que o certo é "pegado" mesmo) um táxi.

Depois de muito andar, com todo o peso que insistia em empurrá-los para baixo (a força da gravidade na Alemanha, infelizmente, não é menor que no Brasil), chegaram ao hotel.

Passaram algum tempo argumentando com o recepcionista. Tinham o incontestável trunfo de terem recebido a confirmação da reserva.
Mostraram até o código...

...que era de outro hotel, na direção diamentralmente oposta.

Dessa vez, não teve conversa.
Feitosa esticou a mãozona e pediu um táxi.
E "ai" de quem ousasse falar alguma coisa.