domingo, 30 de maio de 2010

Eu?Ropa! - Parte XXXVI - Por que a galinha (não) atravessou a rua?

Todo mundo com mais de dez anos de idade sabe perfeitamente atravessar uma rua.
Ou, melhor: quase todo mundo.

Praticamente em fila indiana, andavam Hector, Feitosa e Marley, carregando seus pesados fardos às costas.

Em um cruzamento movimentadíssimo da Berlim, esperaram alguns longos minutos para que o sinal de pedestres ficasse verde.

Estavam exatamente no meio da rua quando - como costuma acontecer em todos os sinais de trânsito do planeta -, piscou a luz vermelha.

Marley então, num piparote, deu meia volta e se pôs a correr alucinadamente de volta para a calçada.

Quando finalmente conseguiu atravessar, ainda aconselhou: "Vocês estão vacilando... Daqui a pouco, vão acabar presos!".

Não por isso... Não por isso.

Eu?Ropa! - Parte XXXV - Hamburguer

Hamburgo tem muito mais bordéis que lanconhetes.
Mais justo seria, então, se hamburguer fosse uma posição do Kama Sutra, ao invés de um sanduíche.
Sacanagem...
Literalmente.

Eu?Ropa! - Parte XXXIV - Notícia

Pegaram o trem em Copenhague na estação certa, na hora certa.
Desceram do trem em Hamburgo na estação certa, na hora certa.
Chegaram ao hotel sem se perderem nenhuma vez.
Deve ter até saído no jornal...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Eu?Ropa! - Parte XXXIII - Ai!, se a mamãe descobre...

Com o avançar da viagem, a gente começa a notar alguns excêntricos comportamentos de higiene.

O dia de colocar meia nova, por exemplo, é comemorado em meio a abraços e "parabéns".
Se alguém ousa colocar camisa limpa em dois dias consecutivos, pode acabar sofrendo uma severa repreensão: "Tá esbanjando, né?".

A troca de calça, então, é quase um funeral.
Já houve quem tenha se agarrado a um jeans, jurando fidelidade eterna depois de apenas cinco dias de uso.

Um absurdo, né?
Onde já se viu mudar a calça com menos de uma semana? Tsc, tsc.

Eu?Ropa! - Parte XXXII - China in kbh

Se você algum dia for a Copenhague, aproveite a dica.

A Stroget é a rua de pedestre mais longa do mundo.
É ali que os milionários - digo, as milionária - vão gastar o dinheiro que ganharam com suor (se é que dá pra suar naquele frio). Algo como uma Daslu a céu aberto.

E não é que, no meio desse universo paralelo, ali escondidinho entre uma Louis Vitton e uma Armani, existe um restaurante chinês desses bem vagabundos?

Por algumas moedinhas, dá pra encher o bucho com uma caixa de macarrão com frango xadrez.

O único problema é ter que comer em pé, sob os olhares e narizes torcidos da aristocracia dinamarquesa.

Aliás, aí vai uma segunda dica: pegue a sua caixinha e vá se sentar na vitrine de alguma loja.
Se vierem reclamar, diga que é um mendigo.
Além de conseguir comer sentado, você ainda pode acabar ganhando uma esmola.

Nada mal!
Né-ô-num-é?